O Duelo
- 25 de mar. de 2016
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Era seis de março de março de 1945. Na cidade de Colônia as tropas americanas aproximavam-se da catedral, uma igreja gótica do século XIII na área central da cidade as margens do rio Reno.
Na cidade restavam poucos combatentes alemães no lado leste do Reno, a maioria recuara para o lado oeste na desesperada tentativa de formar uma nova linha de defesa. Naquele momento boa parte da Renânia e da Alemanha ocidental estavam ocupadas.
O final da guerra era eminente, todos sabiam disto; Com este fato em mente os combatentes aliados já não se arriscavam como antes, pois agora havia esperança de sair vivo daquele inverno.
Tanques avançavam lentamente pela cidade com receio de serem pegos de surpresa por um canhão antitanque, um panzerfaust ou mesmo por outro tanque.
Dois Shermans A4 avançavam pela Rua Komedienstrasse no sentido oeste-leste, tinham como objetivo eliminar qualquer foco de resistência. Era difícil visualizar se havia inimigos, tudo estava em ruinas, os prédios despedaçados, as ruas tomadas por entulhos, e para piorar a situação o trecho final da rua antecedente a catedral estava obstruído por entulhos impedindo o avanço dos tanques.
Os alemães sabiamente tiravam vantagem desta situação mantendo-se camuflados entre os escombros.
Ao chegarem a cerca de cem metros da praça da catedral eis que o Sherman da direita é subitamente atingido na torre. O comandante pula para fora sem metade da perna esquerda, dos quatro tripulantes restantes dois morrem e dois sobrevivem.
O Sherman da esquerda visualiza o inimigo, é um Phanter, um tanque consideravelmente superior ao Sherman. Percebendo que não tem chances este recua para um beco logo a sua esquerda.
O comandante do Sherman se encontra em uma cratera atrás de seu tanque, ele é atendido por um socorrista porem não resiste aos ferimentos e morre pouco depois.
Na rua paralela à esquerda o comandante de um dos vinte M26 Pershing presentes na Europa recebe a ordem de avançar e destruir o Phanter pelo flanco direito do alemão. O M26 Pershing avança e para na esquina com o canhão virado para a sua direita, ou seja, contra o Phanter que agora aparece livre e sem proteção, a tripulação do Phanter não dispara no Pershing devido à incerteza se o M26 (um tanque desconhecido para os alemães) era alemão. Nesta hesitação o Phanter é atingido no chassi por um projétil de 90 mm, o comandante sai pela escotilha principal com a torre em chamas, mas não foge, demonstrando muita coragem vai até a escotilha esquerda do chassi e grita para que tripulação abandone o veiculo. Segundos após o primeiro impacto outro projétil atinge a torre logo abaixo do canhão. No lapso de dez segundos entre o primeiro e o segundo impacto o condutor, o radio operador e o municiador também conseguem escapar em pânico pela escotilha do chassi. Cerca de doze segundos depois há o terceiro impacto, no qual as chamas tomam conta do interior do veiculo.
O quinto tripulante, (provavelmente o atirador) tenta escapar pela torre. Porem neste exato momento o blindado é atingido pelo terceiro projétil e ele morre incinerado.
Posteriormente um dos quatro tripulantes que não o comandante viria a morrer antes da rendição alemã.
Video real do duelo
Notas: Algumas coisas devem ser ressaltadas para melhor compreensão.
A: O M26 Pershing era um veiculo levemente superior ao Phanter, porem com um canhão bem melhor que seu par alemão, o que certamente lhe dava uma boa vantagem.
B: A blindagem do Phanter era de 80 mm (140 mm em plano inclinado) na seção frontal e de 50 mm nas laterais. Esta blindagem provou-se inadequada para projéteis acima de 90 mm.
C: Mesmo se o Phanter não hesitasse em disparar, dificilmente seu projétil de 75 mm teria atravessado a blindagem do M26 que era de 100 mm.
Imagens

M4a4 Sherman: exemplar semelhante foi a vitima do Phanter

Phanter

M26e3 Pershing

O mesmo Phanter destruido pelo M26 em frente a cadetral de Colônia

Notar perfuração na lateral do chassi

Como o combate ocorreu

Condutor morto do Sherman atingido

Cadetral de Colônia ao final da guerra













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