A Tragédia do Tang
- 27 de fev. de 2016
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O USS Tang (SS-306) foi um submarino utilizado pela marinha dos Estados Unidos durante a segunda guerra mundial; teve uma carreira curta, mas notável, lançado ao mar em agosto de 1943 o Tang afundou 33 navios, totalizando 116,454 toneladas entre fevereiro e outubro de 1944. Porem infelizmente não são estes os feitos que tornaram o Tang famoso, mas sim o terrível acidente que pôs fim ao submarino.
Em 25 de outubro de 1944 ao lançar seu ultimo torpedo; o torpedo 24, este literalmente se voltou contra o Tang vindo a atingi-lo a ré, na sala de torpedos de popa.
Abaixo se segue um relato extenso, porem excelente sobre o que aconteceu. Este relato foi traduzido de uma maneira livre da revista América in WW2
O USS Tang (SS-306) tinha coisas mais importantes do que a sorte a seu lado quando ele foi lançado ao mar no Estaleiro de Mare Island, em 17 de agosto de 1943. Ela era um submarino da classe Balao de pouca resistencia, porem era flexível e rápido, preparado para mergulhos em profundidas elevadas e muito bem armado.
Talvez o mais importante, ele estava destinada a navegar sob o comando do então imediato Richard H. O'Kane. O capitão era Dudley "Mush" conhecido pelos seus feitos no comando do USS Wahoo (SS-238).
Dick O'Kane havia se provado um submarinista talentoso enquanto servia como imediato sob as ordens de Dudley. Em janeiro de 1944, pouco antes de O'Kane partir com o Tang de Pearl Harbor em sua primeira patrulha de combate, chegou a notícia de que o Wahoo havia desaparecido com toda a tripulação, incluindo o capitão Dudley. O Tang daria continuidade a fama de tubarão assassino do Wahoo nas rotas de navegação japonesas.
Nomeado por sua semelhança com um peixe tropical que possui uma cauda acenduata, o Tang era um peixe grande com um grande ferrão. Ela tinha 311 pés (95 metros) de comprimento e cerca de 27 pés (8,33 metros) de largura. Quatro motores a diesel que tambem funcionavam como geradores elétricos, alem de baterias, que juntos o levavam a mais de 20 nós (37,5 km/h) na superfície e mais de 8 (16,2 km/h) quando submerso.
O Tang carregava 24 torpedos elétricos Mark 18, que podiam ser disparados de seis tubos à frente e quatro tubos à ré. Ele também estava equipada com um canhão de 127 mm no convés, 4 metralhadoras Oerlikon de 20 mm e um canhão antiaereo Bofors de 40 mm.
Até 24 de Setembro de 1944, quando o Tang partiu de Pearl Harbor para sua quinta patrulha, com seus 87 tripulantes, ela já tinha afundado 17 navios japoneses e junto com um avião de patrulha da marinha havia resgatado 22 aviadores americanos abatidos. A ultima batalha do Tang teve inicio em 22 de outubro no Estreito de Taiwan entre Taiwan e a China.
O capitão Dick O'Kane estava em sua cama, ouvindo o interfone. De repente, uma mensagem se fez ouvir pelo interfone. "Nós temos outro comboio, capitão!", disse o mensageiro animado. "O chefe diz que é o melhor desde o Mar Amarelo."
Foi bem depois do anoitecer, em 22 de outubro de 1944, quando sob ar ordens de O'Kane começaram a acompanhar o comboio U-03, constituído por seis navios, dois deles destroyers, o Tsuga e o Hasu. O'Kane considerou suas opções. Ele preferiria não ter de se expor a escolta inimiga na superfície durante a noite, O'Kane sabia que o comboio logo chegaria às águas rasas e assim estaria em vantagem.
Howard Walker (companheiro de um comissário de bordo, e um dos dois únicos afro-americanos a bordo do Tang) entregou a O'Kane uma xícara de café fresco, enquanto O'Kane iniciava a aproximação ao comboio.
Por volta de meia-noite uma das escoltas japonesas deixou o comboio para fazer uma sondagem. O'Kane percebeu e ordenou velocidade a dois terços. Por volta da 01h30min da manhã o Tang estava pronto para o ataque.
Na torre de comando, o oficial executivo Frank Springer informou que todos os tubos de torpedos frontais estavam abertos. O'Kane espiou através do periscópio. Ele tinha visto um grande petroleiro, ele o tinha exatamente onde o queria...
"preparar para iniciar contagem Ordenou O'Kane.
"entendido", respondeu o tenente Mel Enos.
"Fogo!” Houve o tremor familiar quando um dos torpedos do Tang dirigiu-se para o alvo. Não os perca! Mais torpedos foram lançados. Explosões iluminaram o céu; ondas de choque tão intensas que foram sentidas no próprio Tang.
"Todos eles atingiram como esperavamos hein capitão", disse o chefe intedente Sidney Jones.
Mas O'Kane não tinha terminado. Havia mais navios a afundar. Ele rapidamente ordenou um lançamento da popa em outro alvo.
Bill Leibold, chefe contramestre do submarino agarrou O'Kane, quase deslocando o ombro.
"Ela está vindo sobre nós!", Gritou Leibold.
Leibold apontou para um navio japonês que estava aproximando-se do Tang. O'Kane não o tinha visto, por estar centrado no alvo da popa. O Tang estava na superficie não havia tempo para mergulhar ou para lançar torpedos sobre o atacante.
"Tudo a frente, em emergência! Todo leme à direita! "Ordenou O'Kane.
Os motores rugiam. Nuvens de fumaça saiam de seus escapamentos. A Tang moveu-se, atravessando (a secão frontal), a proa do navio, que se aproximava. O cargueiro Wakatake Maru tinha 1.920 toneladas. Marinheiros japoneses no convés principal agarraram rifles e pistolas e começaram a abrir fogo, visando partir a ponte, a torre do Tang.
Foi um movimento rápido com o Tang que evitou uma colisão (provavelmente intencional por parte do cargueiro) com o Wakatake Maru por apenas alguns metros.
"Limpar o passadiço!" Ordenou O'Kane.
Ooga! Ooga! (expressão que significa entendido)
Homens desceram a escotilha. Ao se preparar para segui-los O'Kane , viu um cargueiro descontrolado. Ele estava indo em direção a Wakatake Maru. “Segurem-se!", Gritou O'Kane.
Neste momento o convés do Tang ficou parcialmente sob a água. Mas em poucos segundos, estava novamente à tona.
"Novo posicionamento!"
"Dê-me uma distancia e marque (a contagem)", disse Mel Enos.
"Você não precisa de uma", respondeu O'Kane. "Apenas dispare! Você não pode lançar um torpedo sem atingir esse desgraçado".
Torpedos foram lançados dos tubos de popa, torpedos que visavam o Wakatake Maru. Eles o atingiram tal como o cargueiro descontrolado tambem o atingiu.
Foi ouvido um som semelhante a um gemido devido ao impacto no casco que se abriu como a um animal que é rasgado pelo predador.
Ambos os navios desapareceram por alguns segundos em uma gigantesca bola de fogo, fumaça e detritos.
Era 01h40min da madrugada. Na ponte, O'Kane inspecionava a devastação, dois torpedos tinham atingido o Wakatake Maru. Um tinha atingido perfeitamente a parte de trás da sala do motor causando um grande dano. Ele tinha sido atingido com toda a certeza.
De repente, o céu se acendeu com o flash dos canhões dos destroyers japoneses. O'Kane assistiu em extase quando as escoltas começaram a disparar a esmo, pois não sabiam aonde estava o submarino.
O Wakatake Maru rapidamente partiu-se em dois e 40 segundos depois, desapareceu sob as ondas. Em menos de um minuto o Tang havia enviado 128 homens pertencentes a uma unidade de resgate, 30 tripulantes, 11 artilheiros, e 7 passageiros para o fundo .
Em seguida o Tang fugiu para a noite, compreensivelmente a sua tripulação fervilhava de emoção. Eles tinham feito um ataque verdadeiramente espetacular, sem dúvida o mais devastador da guerra do lado aliado. O Tang tinha atingido e em seguida afundado todos os quatro navios de carga do comboio. Também havia causado graves danos a uma das escoltas, que ardeu em chamas antes de encalhar nas ilhas Pescadores, próximo a Taiwan; ao final a batalha durara menos de 10 minutos Era tarde de 24 outubro de 1944 quando pontos apareceram novamente na tela do radar de superfície do Tang. O'Kane ordenou que o Tang fosse posicionado para enquadrar o que parecia ser outro comboio. Logo havia muitos outros pontos na tela do radar; alvos em abundância. O Tang começou sua aproximação. Esta poderia ser a última oportunidade do Tang naquela patrulha, pois só lhe restavam seis torpedos. O'Kane virou-se para Frank Springer e perguntou: "Você acha que teremos tempo suficiente antes do amanhecer para disparar a partir da superfície?" "Sim", respondeu Springer. "No momento em que entrarmos em posição teremos apenas duas horas ou talvez um pouco mais. Nós vamos ter que disparar ou não seremos capazes de fazê-lo. Nós estaremos expostos na superfície.”
O Tang manobrou para se posicionar.
"Fogo!", Ordenou O'Kane.
Os torpedos Mark 18 foram lançados com o objetivo de atingir por sob os mastros dos dois cargueiros e sob o tanque principal de um petroleiro. O'Kane estava na sua arena; explosões ocorreram e suas ondas de choque se espalharam pelo mar balançando o Tang ligeiramente.
O tang continuou na superfície. Mais navios inimigos foram vistos a uma pequena distância. O'Kane ordenou aos seus homens que preparasem os torpedos para disparos de popa em um navio-tanque e em um transporte. Torpedos foram disparados contra ambos, em pouco tempo houve uma explosão ensurdecedora; o navio-tanque explodiu em uma bola de fogo enorme. Claramente, o navio-tanque estava com sua carga máxima.
A explosão do petroleiro foi tão brilhante e intensa que o Tang parecia ter emergido à luz do dia. O'Kane e seu homens na ponte olharam em volta. Pelo menos um torpedo tinha atingido o transporte, que ainda estava na superficie, porem já destruido. De repente escoltas japonesas começaram a concentrar seu fogo sobre o Tang; saraivadas de projéteis de metralhadora atingiam o mar ao redor do Tang. Era hora de desaparecer.
O Tang foi logo se afastando a toda velocidade, em torno de 23 nós parcialmente encoberto pela noite e por uma nuvem oriunda do escapamento.
Outros capitães poderiam ter planejado um curso para casa sem olhar para trás, pois certamente seu trabalho estava concluido, mas não Dick O'Kane. A aproximadamente 10 km do comboio ele moveu lentamente o Tang, ele estava se posicionado para acabar com o petroleiro que tinha atingido, porem permanecia flutuando. O'Kane ordenou a seus especialisdas em torpedos para que retirasem seus dois últimos torpedos de seus tubos e os examinasem; com apenas dois torpedos ele queria ter certeza de que não haveria erros. Pete Narowanski, Hayes Trukke, e os outros especialisdas em torpedos verificaram cuidadosamente os dois ultimos torpedos do Tang. Eles então cuidadosamente os carregaram nos tubos de popa cinco e seis.
Trinta minutos mais tarde o Tang estava pronto para desferir o golpe de misericódia no navio tanque.
O Tang avançou a seis nós; a proa apontando para o transporte. Não havia escoltas a vista.
Floyd Caverly olhou para a tela de seu radar SJ na torre de comando. “Alcance: 1500 metros", disse Caverly.
O submarino se aproximou lentamente. Novecentos metros do alvo; O'Kane estava pronto; até onde ele sabia aqueles poderiam ser os ultimos torpedos que dispararia na guerra.
"Aguarde sob a superficie", ordenou O'Kane.
"Pronto capitão", respondeu Springer.
"Fogo!” Um choque leve foi sentido em todo o submarino quando o penultimo torpedo foi lançado. Agora restava apenas um torpedo. No momento em que fosse lançado o Tang poderia voltar para casa tendo completado uma das patrulhas mais destrutivas da guerra.
O'Kane solicitou uma checagem de tempo. Eram 02h30min de 25 de outubro de 1944. Na torre de comando, o tenente Larry Savadkin estava operando o computador de disparo. Ele apertou um botão para selecionar o ângulo de disparo do último torpedo abordo do Tang.
"Fogo!", Ordenou O'Kane.
Frank Springer estava próximo de Savadkin na torre de comando, ele pressionou o botão de disparo. Mais uma vez um choque leve foi sentido quando o torpedo de número 24 deixou a Tang. O submarino estremeceu quando o ar comprimido forçou o torpedo a deixar seu tubo ao mesmo tempo em que a água do mar inundava o tubo.
Na sala de torpedos da popa, Pete Narowanski bateu com o punho na palma da sua mão esquerda.
"Hot Dog, curso de zero nove zero", ele gritou. "Indo para a Golden Gate!"
"Vamos direto para o celeiro", alguém gritou.
Houve uma enorme explosão quando o 23ª torpedo atingiu seu alvo em uma explosão de chamas e detritos. Era o Ebaru Maru de 6.957 toneladas, a 24ª vitima de O’kane no comando do Tang.
Na ponte Bill Leibold observava as águas com seus binóculos, ele estava ao lado de O'Kane. De repente ele viu o último torpedo, o de número 24 começar a apresentar problemas, ele começou a deixar uma trilha fosforescente, segundos depois começou a virar a bombordo (para a esquerda) e então algo inacreditavel começou a acontecer.
"Lá vai aquele! Errático! Gritou O'Kane.
O último torpedo estava retornando como um bumerangue, de volta ao seu lançador. De volta para o Tang. Alguma coisa tinha dado terrivelmente errado. Talvez o seu leme estivesse preso ou o giroscópio em seu motor de direção tivesse um mau funcionamento.
"Velocidade de Emergência!", Gritou O'Kane.
Abaixo o mecanico de motores Jesse DaSilva de vinte anos tinha acabado de deixar seu posto na casa de máquinas, tendo decidido tomar uma xícara de café. Ele estava com um pé no refeitório. Pelo sistema de intercomunicações, ele podia ouvir os oficiais no passadiço reagindo conforme o torpedo voltava ao Tang.
"Capitão, isso é uma corrida circular!", Ouviu Leibold dizer.
"Tudo à frente, velocidade de emergência!", Gritou O'Kane. “todo leme a (direita) boreste!"
"Vamos circula-lo disse O'Kane. "Controle, apenas circule-o."
Na sala de máquinas, o eletricista chefe James Culp estava fazendo o melhor que podia, pois sabia que o Tang precisava de todo a força que pudesse para escapar.
O torpedo continuava a retornar para o submarino. “Os homens observavam atonitos.” O Tang estava se movendo a cerca de 6 nós, enquanto que o torpedo se movia a 26 nós.
"Todo leme a bombordo!" Ordenou O'Kane.
Bill Leibold observava em silêncio o torpedo que se dirigia direto para o Tang. Em seguida ele o perdeu de vista, pois o torpedo seguia submerso a bombordo.
Talvez ele erre talvez ele desvie e começe outro círculo irregular. Talvez o Tang consiga escapar a tempo.
Na torre de comando Floyd Caverly esperou como os outros pelo inevitável. Certamente temos tempo suficiente para dar o fora daqui? Certamente?
Velocidade, velocidade é tudo que nós precisamos apenas o suficiente para sair do caminho. Se ao menos o Tang fosse agil como uma lancha.
Mas o Tang não era uma lancha. Ela não podia evitar o torpedo, o torpedo que atingiu a popa do Tang com uma enorme explosão em algum lugar entre a sala de manobras e a sala de torpedos traseira. Metade da tripulação morreu com o impacto. Todos os compartimentos da popa até o alojamento da guarnição foram inundados, ou seja, toda a metade traseira do submarino foi inundada.
Caverly estava de pé olhando para a tela do radar quando aconteceu. Ele pensou que o Tang tinha se partido em dois. As ondas de choque da explosão o faziam se sentir como se estivesse experimentando um terremoto muito forte. Ele não sabia que passo dar para recuperar o equilíbrio, as placas do convés sacudiram e balançaram as lâmpadas cairam; na torre de comando o caos se instalou.
"Fomos atingidos!", Gritou o oficial executivo Frank Springer.
Na sala de torpedo de popa Pete Narowanski percebeu-se deitado de costas no chão ante a enorme explosão. Ele se levantou; o que aconteceu? Não houve nenhum alarme. Em um momento ele estava se vangloriando, ansioso para retonar a São Francisco. Agora ele podia sentir o Tang afundando. O Tang tinha sido atingido por um projétil japonês?
Narowanski e os outros homens na sala de torpedos de popa permaneceram calmos. Eles foram bem treinados e tinham muitos anos de experiência. Eles tentaram descobrir o que tinha acontecido exatamente com o Tang, eles examinaram o compartimento a procura de danos; surpreentendemente eles foram leves. Eles fecharam a porta à prova d'água que conduzia ao próximo compartimento. Um dos homens que ainda estava usando fones de ouvido tentou contactar os outros compartimentos, mas não obteve sucesso. Alguem acendeu as luzes de emergência.
Tivemos sorte, ao contrário dos homens presos em outros compartimentos, os operadores de torpedos sabiam que tinham uma maneira de escapar, que estavam há poucos pés de uma das duas escotilhas de fuga do Tang. A outra estava na sala de depois de torpedo de proa, que fora inundada, seus ocupantes tinham sido mortos instantaneamente pela explosão ou estavam se afogando.
No passadiço Bill Leibold viu uma nuvem do que parecia ser fumaça negra, na verdade, era apenas água levantada pela explosão. Ele e os outros homens na ponte sentiram o Tang se partir (oque de fato não aconteceu), como se o submarino estivesse sendo dividido ao meio.
A poucos passos de Leibold, Dick O'Kane assistia horrorizado aos tanques de lastro de ré voarem pelo ar. A Água tomou o convés principal de madeira ao redor do canhão de 127 mm e em seguida avançou em direção ao canhão antiaereo Bofors de 40 milímetros do Tang que ficava atrás da torre no qual O'Kane se encontrava.
"Temos propulsão?", Ele perguntou através do interfone.
Não houve resposta.
O'Kane gritou navamente pelo interfone.
Os homens na torre de comando logo abaixo podiam ouvi-lo. Mas O'Kane não tinha resposta. A explosão tinha estragado o sistema do interfone no passadiço.
"Radar", gritou O'Kane. "Eu quero saber qual a distancia do destroyer mais próximo e qual o seu rumo."
Caverly pegou o microfone na torre de comando.
"O radar não esta funcionando", disse Caverly. "não tenho distancia ou marcação agora."
"Radar", berrou O'Kane, "Eu estou pedindo por informações e eu as quero agora!"
Caverly percebeu que o microfone do O'Kane estva danificado e por isso foi até a escotilha e berrou.
"O radar já era."
Caverly então deu a última marcação e distancia do Tang, mas O'Kane não o ouviu. Pois ele estava afastado da escotilha.
"Eu quero informações, radar!" O'Kane gritou novamente.
Frank Springer agarrou Caverly pela nuca e pelas costas e o empurrou escotilha acima.
"Vá lá falar com o capitão!", Disse Springer.
Caverly subiu pela escotilha até o passadiço, ao chegar viu o rádio-operator Charles Andriolo agarrado ao corrimão apavorado, disse que não sabia nadar. Deu um passo em direção a O'Kane, que estava próximo de Bill Leibold. A água subia rapidamente. Já cobrira um terço da popa do submarino.
"Feche a escotilha!", Gritou O'Kane.
Mas já era tarde demais. O Tang começou a afundar, toneladas de água se derramaram sobre a torre de comando. A proa já estava inundada. Andriolo continuava se agarrando ao corrimão com mais força conforme o Tang afundava, ele nunca mais seria visto.
Caverly sabia chegara a hora em que era cada um por si.
Dos 87 homens abordos do Tang, apenas nove sobreviveram à explosão e ao naufrágio. Quatro deles, incluindo Caverly e O'Kane, passariam o resto da noite e as oito horas seguintes flutuando em mar aberto. Os outros cinco permaneceriam presos dentro da sala de torpedos de popa do Tang sob 50 metros de água até a manhã seguinte, quando eles conseguiram sair e chegar à superfície. Outros quatro homens escapariam do submarino (dois após o naufrágio), mas sucumbiriam antes que pudessem ser resgatados. Os sobreviventes seriam pegos por uma lancha de patrulha japonesa, Perceberam que seu calvário apenas começara. Eles passariam por torturas, abusos e privações em campos de prisioneiros até agosto de 1945, quando todos os nove seriam libertados pelas forças americanas, logo após retornariam aos Estados Unidos.
Leiam o livro Fuga das Profundezas de Alex Kershaw no qual há a história completa.
O livro é realmente muito bom, vale a pena.
Imagens

O Tang em Mary Island em 1943

Capitão Richard OKane


Tang prestes a ser lançado

poster de incentivo ao alistamento na arma submarina

bandeira de batalha do Tang

USS Tang após o acidente

fuga do Tang por Fred Freeman













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