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Um Longo Dia

  • 27 de fev. de 2016
  • 3 min de leitura

-Combatam para levar as tropas até a praia, combatam para salvar seus navios e, se ainda tiverem forças, combatam para salvar a si mesmos!... Vá até lá quarta divisão, e mande esses desgraçados para o inferno!... Não esqueçam; os Casacas Vermelhas sempre marcham na linha de frente!... Rangers dos Estados Unidos, guarneçam seus postos!... Lembrem-se de Dunquerque!... Lembrem-se de Coventry!... Deus abençoe a todos!... Nous mourrons sur le sable de notre France chérie, mais nous ne retournerons pas! (Morreremos sobre as areias de nossa França querida, mas não recuaremos!)... Tá na hora minha gente, agarrem as armas, ponham as mochilas, a passagem é só de ida e chegou o fim da linha!... Vigésima nona, vamos em frente!...

E então soaram por toda a frota as duas mensagens mais importantes, que a maioria dos sobreviventes recorda até hoje:


-Todos os barcos, avançar!...


E logo a seguir:


-Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o Vosso nome...


Em meio a esta confusão começava o Dia D. A libertação da Europa ocidental.

O Dia D já foi tema de filmes, livros e games; quem não se lembra de Tom Hanks lutando para salvar seus homens na praia de Omaha ou de participar da batalha de Point Du Hoc em Call of Duty 2.

Mas sem duvida, o melhor relato (na minha humilde opinião) sobre o que aconteceu naquele dia foi feito por Cornelius Ryan em seu livro O Mais Longo dos Dias de 1959.

Comprei este livro anos atrás por que o titulo e a sinopse me pareciam interessantes, assim que o li percebi o quão vasto e detalhado era o livro. A muito queria saber como o Dia D ocorrera, mas não apenas do ponto de vista técnico, mas principalmente do ponto de vista pessoal, como se sentiram os soldados que desembarcaram sob o fogo de Omaha, ou como foi para os ingleses (tão negligenciados pelos americanos em sua participação no pós-guerra) ou para os alemães que viram o futuro do Reich em suas mãos; enfim queria entender como aquelas pessoas viveram aquele momento.

Mas chega de enrolação, vamos ao que interessa o livro. O livro é uma mistura de reportagem com relatos. É muito interessante (para quem gosta de segunda guerra) como o os eventos se desenrolam, iniciando do ponto de vista alemão ao compreender que a invasão era inevitável, mas aonde e quando esta ocorreria ninguém tinha certeza, passando pelo ponto dos aliados e neste momento o livro prendeu minha atenção por retratar homens comuns que não eram conhecidos, mas deram o seu melhor, o medo, a angustia e uma repentina compreensão das coisas que realmente lhes importavam. Também exibindo o ponto dos civis e daqueles que se passavam por civis. E o terror dos combatentes alemães e de alguns poucos oficiais de alta patente que perceberam a real gravidade da situação ante a falta de ação daqueles que podiam ter feito algo.

Acredito que o sucesso do livro esta no fato do autor ter feito um trabalho de pesquisa extremamente detalhado e ter utilizado uma narrativa incomum em um livro de cunho acadêmico militar.

Para quem gosta do tema é uma ótima leitura.


Só para se ter uma ideia de como gosto deste livro, basta mencionar que já li cinco vezes.



Imagens

visão impressionante

Praia de Omaha horas depois de ter sido conquistada



desembarque

Reforços das tropas norte-amercianas após conquista das praias

próxima parada, Berlim

Shermans anfibios DD (duplex drive) prontos para o combate

prestes a saltar

Medo, expectativa e exitação, dentro de poucas horas muitos destes homens estariam mortos

M4 Sherman DD (Sherman anfíbio)

Sherman DD

C-47 SkyTrain

C-47 SkyTrain, o burro de carga aliado, mais de 800 destes tomaram parte no Dia D

canhão alemão antiáreo quadruplo de 20 mm conhecido no Brasil como pompom

Canhão antiaereo de 25 mm conhecido no Brasil como pompom

superioridade numerica

Numeros, estes valores demonstram a grandiosidede da operação

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